domingo, 29 de novembro de 2015

GANDHI - A LIBERDADE PELO AMOR


 
GANDHI - A LIBERDADE PELO AMOR

Mahatma Gandhi (1869-1948) foi líder pacifista indiano. Principal personalidade da independência da Índia, então colônia britânica. Ganhou destaque na luta contra os ingleses por meio de seu projeto de não-violência. Além de sua luta pela independência da índia, também ficou conhecido por seus pensamentos e sua filosofia. Recorria a jejuns, marchas e à desobediência civil, ou seja, estimulava o não pagamento dos impostos e o boicote aos produtos ingleses. 
 
 
Mohandas Karamchand Gandhi nasceu em 2 de outubro de 1869, em Portbandar, na Índia. A família pertencia à casta bania (formada por mercadores e comerciantes) e não possuía muitos bens. O avô e o pai participaram ativamente da vida política do país, exercendo cargos ministeriais. Teve uma infância sem preocupações, livre da miséria sentida pela maioria das crianças indianas. Era um garoto comum – dedicado aos pais, introspectivo e cumpridor das tradições do hinduísmo. A mãe tinha grande influência sobre seus atos, era muito inteligente e observava as leis hindus com grande fervor. O pequeno Gandhi nutria por eles muita estima e respeito, o que lhe proporcionou um caráter exemplar, assim como a abominação pela mentira. 
 
 
Aos 13 anos, casou-se com Kasturbai Makanji, da mesma idade. Prestes a completar 18, sentia-se inclinado a estudar medicina, mas foi consenso em sua família que o pequeno Mohandas jamais poderia trabalhar com algo que o obrigasse a provocar dor em outras pessoas, mesmo que fosse para curá-las. Acabou optando, então, pela advocacia. 
 
Depois de cursar a faculdade de Direito em Londres, voltou para a Índia. O retorno à Índia mostrou-se frustrante, pois sua extrema timidez, aliada ao desconhecimento das leis indianas, o deixou inseguro. Assim, não recusou a proposta de trabalho na África do Sul – onde sofreu na pele a discriminação vivida por indianos e negros, assim como as limitações impostas pela hierarquia social daquele país.
 
Quando aceitou a proposta de representar uma empresa hindu na África do Sul, não imaginava as profundas transformações que essa viagem traria para sua vida. Na África do Sul, Gandhi sentiu, pela primeira vez, o preconceito na pele. Certa vez, em uma viagem de trem, foi convidado a se mudar para o vagão destinado a terceira classe, mesmo tendo em mãos a passagem de primeira classe – tudo por causa de sua cor. Atônito, ele se recusou a atender tal “pedido” e foi expulso do trem. 
Anos mais tarde, ele lembraria que ali nasceu um novo Gandhi. “Minha não-violência ativa começou naquele dia.” 
 
 
Com a consciência social despertada, como advogado, passou a ser conhecido por resolver casos difíceis com inigualável ética. Impelido a lutar pelos direitos de seus compatriotas, que há pouco tinham perdido o direito de voto no país africano, Gandhi decidiu permanecer ali. Fundou o Congresso hindu em 1894 e, por mais de 20 anos, brigou por essa causa. Começava aí uma trajetória de perseguições, espancamentos e ameaças de todos os tipos. Ao mesmo tempo, uma trajetória de glória e sucesso, tendo em vista o histórico projeto de reformas conquistado às custas de seus protestos. 
 
Àquela altura, Mohandas já era uma celebridade em sua terra natal. Quando voltou para lá, ao ver o sofrimento de seu povo ante as regras coloniais britânicas, passou a usar seu poder de influência sugerindo o que, até então, parecia uma ideia utópica: conquistar a independência da Índia por meios não violentos, usando apenas a crença na paz e na harmonia. 
 
 
A filosofia pacifista somada às experiências de vida no exterior contribuíram para que ele desenvolvesse um novo olhar sobre a Índia. O retorno à terra natal ocorreu ainda durante a Primeira Grande Guerra, quando sua saúde esteve fragilizada. Mesmo abatido fisicamente, Gandhi dispôs-se a conhecer os problemas dos indianos e a solucioná-los da forma mais justa possível. 
 
Terminada a primeira guerra mundial, a burguesia na Índia, desenvolveu forte movimento nacionalista, formando o Partido do Congresso Nacional Indiano, tendo como líderes Mahatma Gandhi e Jawaharlal Nahru. O programa pregava a independência total da Índia, uma confederação democrática, a igualdade política para todas as raças, religiões e classes, as reformas sócio-econômicas e administrativas e a modernização do Estado. 
 
 
Sua luta era baseada em dois conceitos básicos: satyahgraha e ahimsa. O primeiro pode ser traduzido como “desobediência civil”, o que significa que, se uma lei é injusta, não deve ser seguida. Para isso, usa-se a ahimsa, a “não-violência ativa”. Um princípio que rejeita não apenas a violência física, mas também a violência verbal, mental e emocional. Exige, inclusive, um mergulho na espiritualidade e uma vida de auto-sacrifícios, o que inclui, por exemplo, greves de fome.
 
 
Gandhi acreditava que era impossível tentar transformar a sociedade antes de transformar a si mesmo. Seguindo o hinduísmo, teve uma vida marcada pela fé: cultivava uma alimentação natural, fazia peregrinações e praticava yoga e meditação transcendental. Levantava diariamente às 2 horas da manhã para orar, vivia na pobreza e usava as mesmas roupas (uma tanga e um xale de algodão) todos os dias – possuir apenas aquilo que fosse de extrema necessidade foi uma das suas maiores bandeiras. 
Frequentemente ele afirmava que “todo aquele que possui coisas de que não precisa é um ladrão”, pois, se cada um tomasse da natureza apenas o necessário, não haveria miséria nem desigualdade. Assim, para toda a humanidade, Gandhi ensinou que é preciso prestar atenção a cada pequeno gesto do dia-a-dia para sermos capazes de resolver as grandes questões de violência mundial. 
As rivalidades entre hindus e muçulmanos retardaram o processo de independência. Com o passar do tempo, o movimento de descolonização se tornou ainda mais forte, principalmente no contexto da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). 
A Inglaterra voltava as atenções para a Europa – palco dos principais combates – e Gandhi, de acordo com seus ideais, não se aproveitou da fraqueza britânica durante este período, mesmo quando as pressões internas se tornaram cada vez maiores para que a Índia conquistasse a liberdade. 
Mahatma Gandhi destacou-se como principal personagem da luta pela independência indiana. Recorria a jejuns, marchas e a desobediência civil, incentivando o não pagamento de impostos e o não consumo de produtos ingleses. Embora usassem a violência na repressão ao movimento nacionalista da Índia, os ingleses evitavam o confronto aberto. 
Em 1922 uma greve contra o aumento de impostos reúne uma multidão que queima um posto policial e Ganghi é detido e condenado a seis anos de prisão. Em 1924 é libertado e em 1930 lidera a marcha para o mar, quando milhares de pessoas andam mais de 320 quilômetros, para protestar contra os impostos sobre o sal. 
 
A MARCHA DO SAL
 
Gandhi liderou inúmeras greves e passeatas contra a Inglaterra. Um de seus maiores desafios foi enfrentado quando os ingleses proibiram os indianos de processarem seu próprio sal e impuseram um imposto sobre a compra do produto. Gandhi liderou, então, a famosa Marcha do Sal, em direção ao mar. 
Após uma dura viagem de 28 dias, o líder indomável e a multidão que o acompanhava alcançaram o oceano. Lá, Gandhi anunciou um ataque às salinas do governo. Para impedir o ato, policiais golpearam as cabeças dos manifestantes com chicotes que possuíam ferro nas pontas. Nenhum deles ergueu sequer um braço para se defender. 
Após essa cena brutal, a opinião pública mundial passou a condenar a postura britânica. Nesse e em outros momentos, Gandhi foi levado para a prisão, mas esse não era um método eficaz para detê-lo. Uma vez que já vivia sem luxos, enxergava o cárcere apenas como uma oportunidade de leitura e reflexão. “Cadeia é cadeia para ladrões; para mim, ela é um templo”, foi uma de suas frases memoráveis. 
 

 
Todos os seus esforços culminaram na tão sonhada independência da Índia, em 1947, não sem antes ter iniciado sua 15ª greve de fome, um de seus últimos sacrifícios pessoais. Sua busca pela verdade e a não violência foram fundamentais para a emancipação política da Índia. 

 
Em 30 de janeiro de 1948, Mahatma foi assassinado a balas por um fundamentalista de sua própria religião, que o considerava um traidor do hiduísmo. Suas últimas palavras foram “oh, Deus!”, mas sua maior mensagem, segundo ele próprio, nunca esteve em palavras: “Minha mensagem é a minha vida.”
 
 
Gandhi nunca ocupou oficialmente um cargo político ou religioso, mas foi um dos líderes mais poderosos do século 20: fez de suas palavras, atos e ensinamentos eficientes armas na luta por um mundo mais pacífico. 
Com sua figura franzina e amável, o indiano Mahatma Gandhi marcou a história mundial contemporânea como um símbolo de paz. Em termos concretos, seu maior feito foi liderar a batalha para libertar seu país da dominação britânica, que durou mais de 200 anos. Antes dele, o movimento para a independência do país era marcado por conflitos armados, mas, convencido de que enfrentar o ódio e a violência utilizando os mesmos artifícios equivale a igualar-se ao inimigo, Gandhi propôs um movimento com base na verdade e no amor, seguindo o princípio da não-violência. 
Seu poder de influência atingiu em cheio milhões de indianos miseráveis e injustiçados, que encontraram na sua figura a ponta de esperança há muito perdida, passando a venerá-lo e chamá-lo de Mahatma, que significa “grande alma”. Mais que isso: Gandhi inspirou os maiores pacifistas do nosso tempo, criando um meio alternativo de solução de conflitos – o diálogo. 
 
 
Hoje, a influência de Gandhi está intimamente ligada com a espiritualidade e ultrapassa fronteiras de todo o mundo, fazendo com que pessoas das mais diferentes raças e religiões concordem que esse pequeno homem – de pouco mais de um 1,60 metro de altura – foi um dos maiores apóstolos da paz que a humanidade já conheceu. As idéias de Gandhi, entretanto, não morreram. Estão perpetuadas, entre outras obras, em Autobiografia: Minha vida e minhas experiências com a verdade e nos pensamentos de A roca e o calmo pensar. Embora ambos os livros não analisem a independência da Índia em si, por terem sido escritos antes de sua efetivação, a partir dos registros do Mahatma Gandhi é possível perceber como a filosofia da não-violência tornou-se sua principal bandeira política. Ao demonstrar como dirigiu a vida em busca do engrandecimento espiritual, destacou-se, sobretudo, como um grande homem e não como uma figura mitológica. 
 
 
Sobre a Revolução Não Violenta de Mahatma Gandhi
 
" Gandhi continua o que o Buddha começou. Em Buddha o espírito é o jogo do amor isto é, a tarefa de criar condições espirituais diferentes no mundo; Gandhi dedica-se a transformar as condições existenciais" (Albert Schweitzer) 
 
" Não violência é a lei de nossa espécie, assim como a violência é a lei do bruto. O espírito, dormente no bruto, não sabe nenhuma lei que não a do poder físico. A dignidade de homem requer obediência a uma lei mais alta - a força do espírito ". (Mahatma Gandhi)
 
" Se o homem perceber que é desumano obedecer a leis que são injustas, a tirania de nenhum homem o escravizará". (Mahatma Gandhi) "Não pode haver nenhuma paz interior sem o verdadeiro conhecimento ". (Mahatma Gandhi) 
 
"Para a autodefesa, eu restabeleceria a cultura espiritual. A melhor autodefesa, e a mais duradoura, é a autopurificação ". (Mahatma Gandhi)

Mahatma  Gandhi : Discurso "Não Violência"

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

UMA PRÁTICA DE KRIYA YOGA:





A) PREPARAÇÃO ESPECIAL PARA A PRÁTICA DE KRIYA

Feche os punhos formando um pequeno tubo oco. Coloque o polegar direito contra o mindinho esquerdo; depois coloque o punho esquerdo junto à boca aberta [como se os punhos formassem um tubo parecido a uma flauta colocada junto aos lábios para soprá-la].

Lentamente inale pela boca absorvendo o ar pelo tubo que formou com os mãos. Observe a sensação fresca dentro das mãos à medida que o ar entra. Depois exale pela boca prestando atenção na sensação de calor que parece escorrer para dentro das mãos que formam o tubo. Estas duas sensações de calor e frescor você sentirá na espinha durante a prática da técnica de Kriya Yoga.
Repita várias vezes a inalação e a exalação através das mãos cerradas concentrando-se nas senções frescas e quentes que se alternam à medida que se inala e se exala. Continue inalando e exalando mas transferindo mentalmente as sensação de frescor e calor para a garganta, retirando os punhos da boca e colocando as mãos com as palmas para cima sobre as coxas, na união com a região abdominal. Continue inalando e exalando, mas agora transfira mentalmente para a espinha dorsal as sensações de frescor e de calor que você sentiu na garganta. Esta última troca de sensações e da atenção não é difícil, já que a espinha se encontra imediatamente atrás da garganta. A concentração inicial na transferência das sensações de frescura e de calor dos punhos até a garganta e depois da garganta até a espinha, tem por objetivo estimular o movimento das correntes de energia vital pela espinha. Quando, com a prática, de Kriya Yoga começa-se a sentir alternadamente a corrente morna e fria na espinha, estas correntes serão o objeto de sua concentração.
O exercício anterior, com os punhos formando um tubo, não é a técnica de Kriya. Mas sua prática termina quando o estudante está apto para praticar a verdadeira técnica de Kriya-Yoga.

VISUALIZE A ESPINHA DORSAL COMO SE FOSSE UM TUBO OCO

Visualize agora a coluna vertebral como se fosse um tubo oco que se estende da base da espinha [cóccix] até a base do cérebro [medula oblongada], onde depois forma um arco até adiante através do cérebro terminando no centro da Consciência Crística entre as sobrancelhas. A prática de Kriya Yoga permitira ao estudante sentir a força vital ascendente [com uma sensação sedante de frescura] e a descendente [como uma sensação morna que desliza] dentro deste tubo cérebro-espinhal imaginário e oco.



B) PRIMEIRO KRIYA

A TÉCNICA DE KRIYA YOGA

Com as pálpebras semi-cerradas ou completamente fechadas, mantenha os olhos voltados para cima e fixe a vista sem esforço no ponto entre as sobrancelhas.–
EXPANDA A GARGANTA

Expanda a abertura da garganta levando a ponta da língua para trás no palato tanto quanto seja possível. [Não faz mal; a expansão da garganta aparece naturalmente quando se consegue pratica em levar a língua para trás]. Faça a língua voltar a sua posição normal, mas mantenha a mesma expansão da garganta que foi conseguida ao levar a língua para trás.

INALAÇÃO
[Sinta a corrente ascendente]

Agora inale calma e lentamente, fazendo levemente audível o som de “o” na parte profunda da garganta expandida. Durante a inalação o som deve ser contínuo “oooooo” [sem haver interrupções, por exemplo: “o; o; o; o”]. A duração da inalação deve ser de 10 segundos [ou até quinze].
Imagine que o alento ascende sereno e suavemente pelo interior do canal cérebro-espinhal imaginário [no lugar de entrar e sair dos pulmões]. Durante a inalação, sinta a sensação de frescura na garganta, concentra-se no som de “o” e mentalmente transfira a sensação de frescura e o som de “o” para a espinha. Sinta que o alento fresco está subindo desde o cóccix na base da espinha com o som de “o” e se move para cima pela espinha até a medula, e depois forma um arco até à frente, pelo cérebro, chegando no extremo deste tubo cérebro-espinhal imaginário no ponto entre as sobrancelhas [o centro da Consciência Crística]. Sinta que o alento sobe pela espinha com uma sensação de frescor [semelhante ao que se produz ao inalar através dos punhos fechados].

A primeira parte de Kriya consiste no seguinte: Inalar sereno e suavemente [por 10 a 15 segundos], fazendo o som de “o” na parte profunda da garganta expandida e sentindo que o alento é uma corrente fresca que está subindo pela espinha desde o coccxi até o centro da Consciência Crística com o som de “o”.

Depois de levar a corrente fresca até o centro da Consciência Crística, faça uma breve pausa; é suficiente contar até 3.

EXALAÇÃO
[Sinta a corrente que desliza]

Exale lentamente contando até 10 ou 15, fazendo um som de “i i i” ligeiramente audível e contínuo na parte superior da garganta expandida. Sinta que o alento é morno como uma corrente que desliza regressando da frente do cérebro e da medula oblongada. Sinta que esta corrente quente e fina como um fio flui lentamente em uma forma doce e calma para baixo da espinha dirigindo-se para o cóccix. Sinta a mornidão na garganta e concentre-se no som de “i i i” e mentalmente transfira essa sensação morna e o som de “i i i” para a espinha, imaginando que o alento morno está descendo pela espinha com este som fino de “i i i”.
Um Kriya consiste em uma prática de inalação e exalação na espinha tal como foi descrito. Pratique continuamente, sem interrupção, até que tenha terminado 14 Kriyas. Se você for uma pessoa inquieta pratique a técnica de concentração de JONG-SO até que sua mente e seu alento se tenham alcamado. Pratique depois Kriya. Se não fizer corretamente um Kriya, inicie novamente e faça-o corretamente desde o início.
Recorde os seguintes pontos importantes na prática de Kriya:

1. Introduza-se mentalmente na espinha dorsal. Ponha toda a sua mente e o sentimento ali.
2. A inalação e a exalação devem ser lentos e de igual duração.
3. Não permita interrupções no alento, tal como “o; o; o”. O som deve ser contínuo: “oooooo”; “iiiiii”.
4. Mantenha-se relaxado, não deve ter tensões. Desfrute do acesso de paz e das sensações doces e calmantes que tem um efeito regenerativo na espinha dorsal e que acompanham a prática de Kriya desde o princípio.
5. Mantenha-se atento durante a prática; faça cada Kriya sentindo sua importância. Na escada do desenvolvimento espiritual, um Kriya praticado corretamente equivale a um ano de progresso espiritual natural.

QUANDO DEVE SER PRATICADO

Somente permite-se ao estudante praticar no princípio 14 Kriyas pela manhã e 14 Kriyas à noite. A prática pela manhã deve ser sempre antes do café da manhã; a prática noturna de 14 Kriyas pode ser antes do jantar, ou depois de 3 horas de haver jantado e antes de dormir. Nunca pratique com o estômago cheio, mas sim no tempo especificado anteriormente.


C) MEDITAÇÃO

MEDITE DEPOIS DE PRATICAR KRIYA
Depois de praticar Kriya permaneça na postura de meditação por no mínimo 10 a 15 minutos [quanto mais tempo melhor], esforçando-e por sentir mentalmente a corrente vital que sobe e desce pela espinha. Com a contínua concentração começara a sentir e a obter sem fazer esforço um estado sem respiração no que a meditação pode produzir mais facilmente a consciência de Alegria e Bem aventurança Cósmicas. A profundidade da concentração é mais importante do que a sua duração, mas ambas são necessárias para adquirir um desenvolvimento espiritual avançado. Organize suas atividades de tal maneira que pelo menos uma vez na semana possa ter uma meditação longa [de três horas se possível].

Fonte:
http://saladeyoga-angiras.blogspot.com.br/

terça-feira, 25 de agosto de 2015

DEUSES INDIANOS - SIGNIFICADOS E SIMBOLISMO:

DEUSES INDIANOS - SIGNIFICADO E SIMBOLISMO






DEUSES INDIANOS - Significado e Simbolismo
A maioria das pessoas reconhece que estas belas imagens são indianas, pois demonstram o esplendor da cultura do hinduísmo: cores vivas, jóias extravagantes, enfeites exagerados e presença de alguma flor ou fruto em personagens antropomorfos misturadas com animais coloridos de encher os olhos.

Mas quando vemos tudo isso em uma imagem só, não é a toa, cada detalhe tem um significado profundo,simbolismos que tem o objetivo de transformar nossa consciência.

Na série a seguir, iremos explicar via infográfico, alguns desses belíssimos deuses reverenciados na Índia.


BRAHMA

O Deus da Criação – Brahma, o primeiro Deus da Trimurti, trindade dos Deuses do hinduísmo (Brahma, Vishnu e Shiva). Representação da força da criação do universo.

Como terceiro membro da trimúrti hindu, Brahma representa o equilíbrio, enquanto Vishnu e Shiva representam as forças opostas da conservação e da destruição, respectivamente.

Simboliza a mente universal e por possuir atributos humanos (mente e intelecto), ele não é muito popular entre os indianos porém é mais reverenciado ao redor do mundo.

Veja no infográfico cada detalhe do simbolismo desta alegre figura…




KRISHNA

O Deus do amor. Krishna é um dos principais nomes de Deus e significa “o todo atraente”. Nos Vedas encontramos muitos e muitos nomes para Deus, pois para cada qualidade, podemos ter um nome. Como Deus tem qualidades ilimitadas, tecnicamente Ele tem ilimitados nomes. Porém, o nome Krishna tem uma conotação muito especial, pois refere-se ao aspecto mais atraente, íntimo e completo de Deus.

Krishna é a Suprema Personalidade de Deus, a Verdade Absoluta, a fonte de tudo e a causa de todas as causas. Nas escrituras, especialmente o Srimad Bhagavatam, existem explicações detalhadas de Sua morada, Sua aparência, Seus passatempos, Suas expansões, Suas energias, etc. Ele é dotado de seis opulências, todas ao grau infinito:beleza, força, sabedoria, riqueza, fama e renúncia. Ele sabe tudo que aconteceu, tudo que está acontecendo e tudo que vai acontecer. Ele é infinitamente misericordioso. Ele é o beneficiário de todos os sacrifícios e austeridades, o Senhor Supremo de todos os planetas e semideuses e o benfeitor e bem-querente de todas as entidades vivas.

Para conhecer em maior detalhe sobre Sua última vinda a Terra, cerca de 5.200 anos atrás, leia o livro “Krisna, A Suprema Personalidade de Deus” ou escute-o, de graça, em MP3, aqui.

Para conhecer Seus principais ensinamentos, leia o Bhagavad-gita, disponível aqui.

Veja no infográfico cada detalhe do simbolismo desta toda atraente figura…




VISHNU

O Deus protetor – Vishnu, uma das três deidades supremas do hinduísmo, o Deus supremo do Vaishnavismo. Suas qualidades são incontáveis, porém as 6 principais são:
Jnana (Omnisciência); é consciente de todos os seres;
Aishvarya (Soberania), é autoridade suprema;
Shakti (Energia), é capaz de fazer possível o impossível;
Bala (Força), é capaz de suportar qualquer coisa apesar de fadiga ou cansaço;
Virya (Vigor), é capaz de manter a imaterialidade;
Tejas (Esplendor), é autosuficiente.
As quatro mãos:

As quatro mãos de Vishnu simbolizam além das quatro direções do espaço, os quatro estagios da vida (quatro ashrams):

1) A busca do conhecimento (Brahamacharya)
2) Vida familiar (Grihastha)
3) Retiro na floresta (Vana-Prastha)
4) Renunciação (Sannyasa)

Também, representam as atividades primordiais que uma entidade desfrutando existência mundana deve se empenhar em alcançar (Purusharthas):

a) Deveres e virtudes (Dharma)
b) Bens materiais, riqueza e sucesso (Artha)
c) Prazer, sexualidade e curtição (Kama)
d) Libertação (Moksha)

Veja o infográfico com cada detalhe do simbolismo desta alegre figura…






SHIVA NATARAJA

Nataraja, “O rei da Dança”, é uma representação do Shiva como o dançarino cósmico, quem apresenta sua dança divina para destruir o que for necessário no universo e assim poder fazer a preparação para o Deus Brahma começar o processo de criação.

No centro de um arco de chamas de fogo, Shiva dança a dança da bem aventurança, dança durante a qual o universo foi criado. Ele dança sobre uma anão que é um demônio (Apasmara), quem além de representar a superação da escuridão, também simboliza a passagem do divino ao material. O rosto neutro de Shiva dá a impressão de equilíbrio, enquanto uma cobra se enrola no pescoço, representando Shakti e o caráter atemporal desta energia, também as vezes conhecida como Kundalini.

Esta estatua é um dos mais populares enfeites numa sala de Yoga, sem dúvida é muito vistosa e harmoniosa à vista. Veja no infográfico mais outros simbolismos que ajudam a entender o significado da beleza que nesta estatua fica sempre implícita.





GANESHA

GANESHA é o Deus do sucesso ou o Deus removedor de obstáculos – É um dos deuses mais comuns no hinduísmo, é uma deidade de fama popular na cultura hinduísta e atualmente tem grande influência das massas.

Filho dos Deuses Shiva e Parvati, de figura antropomorfa-elefantosa é também adorado como o Deus da educação, conhecimento, sabedoria e riqueza. É um das 5 principais deidades hinduístas (Brahma, Vishnu, Shiva e Durga os outros quatro)

A cabeça de elefante simboliza Atman ou alma, que é a suprema realidade da existência humana e o corpo de humano representa Maya ou a existência terráquea dos humanos. E a razão pela qual ele está com um colmilho faltando é porque ele quebrou ao escrever o livro sagrado Mahabharata.

Veja o infográfico com cada detalhe do simbolismo desta alegre figura…





SARASWATI

Deusa da sabedoria, das artes e da música. Esposa, de Brahma, o criador do mundo, ela faz parte da Trimurti – trindade das Deusas do hinduísmo (Saraswati, Lakshmi e Shakti).

É a protetora dos artesãos, pintores, músicos, atores, escritores e artistas em geral. Ela também protege aqueles que buscam conhecimento, os estudantes, os professores, e tudo relacionado à eloquência, sendo representada como uma mulher muito bela, de pele branca como o leite, e tocando sitar (um instrumento musical). Seus símbolos são um cisne e um lótus branco.

Na mitologia hindu, o cisne é a ave sagrada à qual se for oferecida uma mistura de leite e água, é capaz de beber só o leite, distinguindo a essência do superficial e o eterno do evanescente. Representa a qualidade de discriminação entre o bom e o mau.

A esta deusa era consagrado o chamado dia de Savitu-Vrta, normalmente comemorado no dia 16 de maio.

Veja no infográfico cada detalhe do simbolismo desta alegre figura…





LAKSHMI

A Deusa da prosperidade – Lakshmi, representação da prosperidade e riqueza (material e espiritual), da beleza e do amor. É a esposa e energia ativa de Vishnu.

É uma das deusas mães, sendo assim, chamada de “mata” – mãe: “Mata Lakshmi.” Também é chamada de “Shri” – a energia feminina do Ser Supremo. É a deusa que, através da sua representação, convoca à prosperidade, riqueza, pureza, generosidade e incorporação da beleza, graça e charme.

A importância de Lakshmi no lar tradicional hinduísta, faz dela uma deidade doméstica, pois é reverenciada a cada sexta-feira no altar na casa dos indianos hinduístas que se dedicam aos negócios (vivi isso como experiência própria na minha viagem pra India).

Um dos principais ensinamentos desta poderosa mulher é que com esforço constante governado com sabedoria e pureza e de acordo com o dharma próprio, a prosperidade espiritual e material são facilmente atingidas.

Veja no infográfico cada detalhe do simbolismo desta alegre figura…





HANUMAN

O Deus super poderoso – Lord Hanuman, simbolicamente representa devoção pura, a ausência total de ego ou “eu inferior.” Representa a natureza neanderthal do ser humano, mesma que quando refinada e transformada, pode se estabilizar em Deus.

Hanuman simboliza a mente humana, que pula igual macaco para um lado e para o outro, desejando as coisas e comprometendo-se com inumeráveis atividades que distraem a paz interna. A mente, igual Hanuman, pode viajar a onde desejar na velocidade do pensamento. Pode também se expandir ou se contrair.

Enquanto ela permanecer apegada as paixões animais e os sentidos, permanecerá instável, causando distúrbios. Mas uma vez que se entregue à paz interna, e se dedica a ela disciplinadamente, pode chegar a manifestar poderes benéficos inimagináveis, igual Hanuman.

Veja o infográfico com cada detalhe do simbolismo desta alegre figura…




DURGA

A Deusa inacessível ou invencível. Foi criada como uma deusa guerreira para combater os demônios.

A palavra “Durga” em sânscrito, significa – barreira que não pode ser derrubada – ou também – aquela que elimina sofrimentos –

Protege aos seus devotos dos demônios do mundo e remove os mistérios.

Durga também é conhecida com a Deusa dos três olhos. O olho esquerdo representa o desejo (lua), o olho direito representa a ação (sol), e o terceiro olho (ponto vermelho no meio da testa) representa a sabedoria (fogo).

Veja no infográfico cada detalhe do simbolismo desta toda atraente figura…



RAMA

Rama, avatar de Vishnu e marido de Sita é um símbolo de sacrifício, um modelo de fraternidade, um administrador ideal, e um guerreiro incomparável. A essência da Rama é, portanto, a essência da excelência em cada exercício.

Rama é o exemplo supremo de como as pessoas devem se comportar no mundo, como um país deve ser governado, como a integridade e moralidade dos seres humanos devem ser protegidos. Ações elevados, qualidades ideais e pensamentos sagrados são fundamentos básicos de caráter. Rama é a própria personificação destes três atributos.

O Princípio de Rama é uma combinação do divino no humano e do humano no Divino. A inspiradora história de Rama apresenta o código de ética tripla relativa ao indivíduo, à família e à sociedade. Se a sociedade está progredindo bem, a família também estará feliz, harmoniosa e unida. Para a unidade na família, os indivíduos que a compõem devem ter um espírito de sacrifício.



Fonte: yogui.co

http://aumagic.blogspot.pt/2015/08/deuses-indianos-significado-e-si...

domingo, 9 de agosto de 2015

O NASCIMENTO DE KRISHNA:




Como o Senhor Krishna Nasceu no nosso Mundo Material, a Terra

O Ser Supremo em Sua forma como Sri Krishna apareceu neste planeta em torno de 3.113 a.C (cerca de 5.128 anos atrás) e realizou Seus passatempos durante 125 anos, depois do que retornou à Sua morada espiritual. O Vishnu Purana (4.25) estabelece que o final da era do Kali-yuga começou quando o Senhor Krishna deixou este planeta no entorno de 3.000 a.C.

Edição e imagens: Thoth3126@protonmail.ch

Krishna: o Seu Nascimento como um homem na Terra

Por Sri Nandanandana

Fonte principal: http://voltaaosupremo.com

Há muitas histórias na literatura védica que narram como Krishna Se envolve em atividades amorosas com Seus amigos e parentes quando aparece neste mundo e como Ele realiza feitos incríveis que impressionam e maravilham a todos, tanto enquanto neste planeta quanto em Sua morada espiritual. Contudo, Ele traz Seu domínio espiritual e Seus numerosos devotos puros com Ele quando Ele faz Sua aparição e advento neste mundo.

Descrições das muitas atividades e passatempos que transcorrem no mundo espiritual se encontram em textos como Srimad-Bhagavatam, Vishnu Purana, Mahabharata, Chaitanya-charitamrita, Brihad-Bhagavatamritam e outros, os quais explicam os muitos níveis e a natureza ilimitada do reino espiritual. Com efeito, o corpo do Senhor Supremo é descrito como pleno de bem-aventurança eterna, verdade, conhecimento e o mais deslumbrante esplendor, além de ser a fonte de tudo o que existe.



Descreve-se que, quando o Senhor apareceu neste planeta nas encarnações de número dezenove e vinte, Ele fez Seu advento como o Senhor Balarama e o Senhor Krishna na família de Vrishni [a dinastia Yadu], e, assim o fazendo, removeu o fardo do mundo,naquele momento. (Srimad-Bhagavatam 1.3.23)

A história do nascimento do Senhor Krishna é uma narrativa única, e é apresentada no décimo canto do Srimad-Bhagavatam. Cerca de 5100 anos atrás, quando a Terra estava sobrecarregada pelo poder militar de indivíduos demoníacos que haviam assumido a forma de regentes e reis, o espírito da mãe Terra assumiu a forma de uma vaca e se aproximou do Senhor Brahma (Criador) em busca de socorro.

Preocupado com a situação da Terra, o Senhor Brahma, o Senhor Shiva (Destruidor, no sentido da renovação) e outros deuses foram até as margens do Oceano de Leite. Dentro desse oceano, está a ilha que é a residência do Senhor Vishnu (O mantenedor de tudo). Depois de oferecer orações ao Senhor Vishnu mentalmente, Brahma pôde entender o conselho que o Senhor lhe deu.

O Senhor Vishnu disse-lhe que logo apareceria (assumiria um corpo humano) na superfície da Terra a fim de abrandar o fardo causado pelos reis demoníacos. Por conseguinte, os deuses e suas esposas deveriam aparecer na dinastia Yadu a fim de servirem como servos do Senhor Krishna e ampliar o tamanho dessa dinastia.


Brahma, Shiva e outros deuses oram às margens do Oceano de Leite pelo advento do Senhor Krishna na Terra.

Um dia, então, Vasudeva, que viria a ser o pai de Krishna, e sua esposa, Devaki, estavam indo para casa em uma quadriga logo após sua cerimônia de casamento. O irmão de Devaki, o demoníaco rei Kamsa, estava conduzindo a quadriga. Então, uma voz de alerta veio do céu anunciando que Kamsa seria morto pelo oitavo filho de Devaki. Kamsa imediatamente se preparou para matar sua irmã, mas Vasudeva o instruiu e o convenceu a não proceder daquela forma.

O rei Kamsa não ficara satisfeito com as meras instruções, então Vasudeva disse que ele levaria todos os seus filhos a Kamsa conforme nascessem para que Kamsa os pudesse matar. Quando começaram a nascer as crianças, Kamsa, em um primeiro momento, decidira não as matar. Posteriormente, no entanto, Kamsa soube com Narada Muni que os deuses estavam aparecendo nas dinastias Yadu e Vrishni e estavam conspirando para eliminá-lo.

Kamsa, então, decidiu que todas as crianças nessas famílias deveriam ser mortas, e que Vasudeva e Devaki deveriam ser aprisionados em sua cadeia em Mathura. Narada Muni também disse a Kamsa que, em sua vida anterior, Kamsa fora um demônio chamado Kalanemi, que fora morto pelo Senhor Vishnu. Kamsa, disso conscientizado, ficou especialmente enfurecido e tornou-se um dedicado inimigo de todos os descendentes da dinastia Yadu.

Anantadeva (Balarama) primeiramente apareceu no ventre de Devaki como sua sétima gestação. Foi Yogamaya, a potência interna de Krishna, que fez o arranjo de transferir Anantadeva do ventre de Devaki para aquele de Rohini, a esposa de Nanda Maharaja, em Gokula, de quem Ele apareceu como Balarama. Então, com as orações e meditações de Vasudeva, o Senhor Krishna apareceu dentro do seu coração e, em seguida, dentro do coração de Devaki.


Os deuses oram a Devaki e ao Senhor Krishna em seu ventre.

A oitava gravidez de Devaki, então, foi a do próprio Krishna. Quando grávida de Krishna, ela tornou-se crescentemente iluminada, o que chamou a atenção de Kamsa, que quis matar Krishna. Assim, ele absorveu-se em pensar em Krishna. Devaki também chamou a atenção dos muitos deuses, que foram oferecer orações a ela e ao Senhor que em seu ventre gerava um corpo humano.

Quando o Senhor apareceu, Ele primeiro exibiu Sua forma de Vishnu com quatro braços para mostrar que Ele é o Senhor Supremo. Vasudeva e Devaki maravilharam-se e ofereceram-Lhe muitas orações. Contudo, temendo Kamsa, Devaki orou a Krishna pedindo-Lhe que recolhesse Sua forma de quatro braços e exibisse Sua forma humana de dois braços.

O Senhor também lhes contou que Ele aparecera duas outras vezes como filho deles na forma de Prishnigarbha e Vamanadeva. Aquela era a terceira vez em que Ele aparecia como filho deles para satisfazer-lhes o desejo. Naquela noite, durante uma tempestade, o Senhor Krishna desejou deixar a prisão e ser levado para Gokula. Pelo arranjo de Yogamaya, as algemas e os portões prisionais se abriram e os guardas adormeceram, em virtude do que Vasudeva pôde deixar a prisão e levar Krishna para Gokula, salvando assim a criança do perigo de Kamsa.


Krishna (Vishnu de quatro braços) faz Seu advento diante de Devaki e Vasudeva.

Nesse momento, a própria yogamaya nascia de mãe Yashoda como uma menininha. Quando Vasudeva chegou à casa de Nanda Maharaja, todos estavam em sono profundo. Ele, destarte, pôde colocar o Senhor Krishna nas mãos de Yashoda ao mesmo tempo em que pegava a bebezinha dela para a levar de volta consigo.

Quando retornou a prisão, colocou a bebê na cama de Devaki e se preparou para retomar seu lugar na prisão acorrentando-se novamente. Quando Yashoda despertou em Gokula, ela não conseguia se lembrar se havia dado à luz um bebê do sexo masculino ou feminino, e logo aceitou o Senhor Krishna como o seu bebê.

Quando a bebê, Yogamaya, começou a chorar de manhã, seu choro chamou a atenção dos carcereiros, que, então, notificaram o rei Kamsa do novo nascimento. Kamsa entrou violentamente na prisão a fim de matar a criança. Devaki suplicou-lhe que poupasse a bebê. Rejeitando o rogo da irmã, arrancou a menina de suas mãos e tentou atirar a bebê contra uma rocha.


Vasudeva leva Krishna recém nascido para fora da prisão silenciosamente.

Contudo, ela deslizou para fora de suas mãos e ergueu-se acima de sua cabeça, flutuando no ar enquanto exibia sua verdadeira forma adulta como a deusa Durga de oito braços. Durga disse a Kamsa que a pessoa pela qual ele estava procurando (Krishna) já havia nascido e estava em outro lugar.

Kamsa encheu-se de surpresa vendo que o oitavo filho de Devaki aparecera no sexo feminino e que o inimigo que ele temia havia nascido em outro lugar. Ele, então, libertou Devaki e Vasudeva, pedindo desculpas por tudo o que fizera. Todavia, após se consultar com seus ministros, Kamsa decidiu que o melhor a fazer era matar todas as crianças que haviam nascido nos últimos dez dias de maneira a tentar encontrar e matar seu inimigo, Krishna.

Assim tiveram início as atrocidades de Kamsa e seus ministros, pelas quais pagaria quando o Senhor Krishna o eliminasse. Antes desse dia, o Senhor Krishna começou Seus passatempos com Seus devotos em Gokula e Vrindavana a fim de exibir Suas características, personalidade e beleza únicas.


Vasudeva silenciosamente procede com a troca de bebês.

Deste modo, como Sri Uddhava explicou a Vidura, “o Senhor apareceu no mundo mortal através de Sua potência interna, Yogamaya. Ele veio em Sua forma eterna, que é perfeitamente apropriada para Seus passatempos. Esses passatempos foram maravilhosos para todos – até mesmo para aqueles orgulhosos de sua própria opulência, incluindo o próprio Senhor em Sua forma como o Senhor Vaikuntha.

Assim, o corpo transcendental de Sri Krishna é o ornamento de todos os ornamentos… A Personalidade de Deus, o controlador absolutamente compassivo tanto da criação material quanto da criação espiritual, é não nascido, mas, quando há atrito entre Seus pacíficos devotos e aqueles que estão nos modos da natureza material, Ele nasce assim como o fogo, acompanhado pelo mahat-tattva”. (Srimad-Bhagavatam 3.2.12,15)

Como Compreender Deus

Algumas vezes, as pessoas dizem que querem ver Deus, ou que Deus não é perceptível. Ambos os pontos são confirmados na escritura védica, mas com considerações adicionais sobre como podemos perceber o Ser Supremo. AShvetashvatara Upanishad (4.20) explica: “Sua forma de beleza é imperceptível aos sentidos mundanos.


Kamsa ouve a mensagem de Durga.

Ninguém O pode ver meramente com os olhos materiais. Somente aqueles que conseguem, através da profunda meditação, devoção e de um coração puro, entender Krishna, a Personalidade Suprema de Deus, que reside no coração de todos, podem obter a libertação”.

A lila de Krishna, ou os Seus passatempos, acontecem eternamente no mundo espiritual, ao passo que parecem acontecer somente em certos pontos do tempo dentro da energia material. Contudo, quem purificou sua consciência pode testemunhar essas atividades mesmo enquanto no corpo material. Isso pode ocorrer especialmente nos locais sagrados (dhamas), onde as energias material e espiritual se justapõem e o mundo espiritual aparece dentro desta esfera material.

Tais lugares existem e incluem Vrindavana, Mathura, Jagannatha Puri, Dvaraka e assim por diante. E quando o Senhor está satisfeito com o seu serviço e devoção (Bhakti Yoga), Ele vai Se revelar para você. Desta forma, muitos devotos elevadíssimos e puros de Krishna foram capazes de ter um darshana pessoal do Senhor e testemunhar Seus passatempos mesmo enquanto no corpo material. Tais pessoas deixaram instruções para nós de modo que, seguindo-as, possamos ter a mesma experiência. Essa é a verificação de que o processo de devoção, bhakti-yoga, funciona e LIBERTA !


Krishna (VISHNU) e Radharani (LAKSHMI)

Mais informações sobre KRISHNA e a ÍNDIA:
http://thoth3126.com.br/o-ramayana-uma-epopeia-hindu/
http://thoth3126.com.br/india-maquinas-voadoras-descritas-em-antigos-textos/
http://thoth3126.com.br/o-novo-messias-cristo-buddha-krishna-o-novo-iluminado/
http://thoth3126.com.br/vimana-antigo-20-mil-anos-trem-de-pouso-descoberto/
http://thoth3126.com.br/a-verdade-esta-dentro-de-cada-um-por-krishnamurti/
http://thoth3126.com.br/vimanas-ufos-visitavam-a-india-ha-milenios/
http://thoth3126.com.br/krishna/
http://thoth3126.com.br/natal-jesus-cristosananda-a-sua-historia/
http://thoth3126.com.br/india-ja-teve-uma-civilizacao-superior-a-nossa/
http://thoth3126.com.br/dwaraka-a-cidade-de-ouro-de-krishna-foi-encontrada/
http://thoth3126.com.br/espaconavesvimanas-da-antiga-india-baratha/

Permitida a reprodução, desde que mantido no formato original e mencione as fontes.

www.thoth3126.com.br