
TAJ MAHAL - UMA HISTÓRIA DE AMOR
Como todas as histórias, esta também começa da mesma maneira... Era uma vez um príncipe chamado Kurram que se enamorou por uma princesa aos quinze anos de idade. Reza a história que se cruzaram acidentalmente, mas seus destinos ficaram unidos para todo o sempre. Após uma espera de cinco anos, durante os quais não se puderam ver uma única vez, a cerimônia do casamento teve lugar do ano de 1612, na qual o imperador a rebatizou de Mumtaz Mahal ou "A eleita do palácio". O Príncipe, foi coroado em 1628 com o nome Shah Jahan, "O Rei do Mundo" e governou em paz.
Quis o destino que Mumtaz não fosse rainha por muito tempo. Ao dar à luz o 14º filho de Shah Jahan, morreu aos trinta e nove anos em 1631. O Imperador ficou tremendamente desgostoso e inconsolável e, segundo crônicas posteriores, toda a corte chorou a morte da rainha por dois anos. Durante esse período, não houve música, festas ou celebrações de espécie alguma em todo o reino.
Shah Jahan ordenou, então, que fosse construído um monumento sem igual, para que o mundo jamais pudesse esquecer. Não se sabe ao certo quem foi o arquiteto, mas reuniram-se em Agra as maiores riquezas do mundo. O mármore fino e branco das pedreiras locais, jade e cristal da China, turquesa do Tibet, lápis - lazúli do Afeganistão, ágatas do Yemen, safiras do Ceilão, ametistas da Pérsia, corais da Arábia Saudita, quartzo do Himalaia, âmbar do Oceano Índico.

Surge assim o Taj Mahal. O seu nome é uma variação curta de Mumtaz Mahal, o nome da mulher cuja a memória preserva. O nome "Taj", é de origem persa, que significa coroa. "Mahal" é arábico e significa lugar. Devidamente enquadrado num jardim simétrico, tipicamente muçulmano, dividido em quadrados iguais cruzado por um canal ladeado de ciprestes onde se reflete a sua imagem mais imponente. Por dentro, o mausoléu é também impressionante e deslumbrante. Na penumbra, a câmara mortuária está rodeada por finas paredes de mármore incrustado com pedras preciosas que formam uma cortina de milhares de cores. A sonoridade do interior, amplo e elevado é triste e misterioso, como um eco que soa e ressoa sem nunca se deter.

Sobre o edifício surge uma cúpula esplendorosa, que é a coroa do Taj Mahal. Esta é rodeada por quatro cúpulas menores, e nos extremos da plataforma sobressaem quatro torres que foram construídas com uma pequena inclinação, para que em caso de desabamento, nunca caíssem sobre o edifício principal.
Os arabescos exteriores são desenhos muçulmanos de pedras semipreciosas incrustadas no mármore branco, segundo uma técnica Italiana utilizada pelos artesãos hindus. Estas incrustações eram feitas com tamanha precisão que as juntas somente se distinguem à lupa. Uma flor de apenas sete centímetros quadrados pode ter até sessenta incrustações distintas. O rendilhado das janelas foi trabalhado a partir de blocos de mármore maciço.

Diz-se que o imperador Shah Jahan queria construir também o seu próprio mausoléu. Este seria do outro lado do rio. Muito mais deslumbrante, muito mais caro, todo em mármore preto, que seria posteriormente unido com o Taj Mahal através de uma ponte de ouro. Tal empreendimento nunca chegou a ser levado a cabo. Após perder o poder, o imperador foi encarcerado no seu palácio e, a partir dos seus alojamentos, contemplou a sua grande obra até à morte. O Taj Mahal foi, por fim, o refúgio eterno de Shah Jahan e Mumtaz Mahal. Posteriormente, o imperador foi sepultado ao lado da sua esposa, sendo esta a única quebra na perfeita simetria de todo o complexo do Taj Mahal.
Após quase quatro séculos, milhões de visitantes continuam a reter a sua aura romântica... o Taj Mahal, será para todo o sempre um lágrima solitária no tempo.
Obvious
Publicado por Benjamin Junior em Artes e Ideias

As flores podem ser de várias cores, como púrpuras, laranjas, amarelas, brancas, rosas, azuis e vermelhas, porém no Budismo, apenas cinco cores carregam um significado específico. Veja quais são elas:
Flor de Lótus Púrpura
A lótus púrpura é conhecido como o lótus místico, representada apenas em algumas seitas esotéricas budistas. Pode ser representado de diversas maneiras, podendo estar em botão ou com as pétalas abertas. Ele pode estar sustentado por uma única haste, uma haste tripla, que simboliza as três partes do Garbhadhatu (que são Vairocana, lótus e vajra), ou uma haste quíntuplo que simboliza os cinco conhecimentos de Vajradhatu.
As oito pétalas novamente simbolizam o Nobre Caminho Óctuplo, um dos principais ensinamentos do Buda e também as oito principais divindades dos mandalas. As flores de lótus roxas também podem estar representadas sobre uma bandeja ou um copo como um símbolo de homenagem.
Flor de Lótus Branco
A lótus branca simboliza um corpo puro, mente e espírito, juntamente com a perfeição espiritual e uma pacificação da própria natureza. A flor de lótus normalmente tem oito pétalas, o que corresponde ao Nobre Caminho Óctuplo. É o lótus branco que se encontra no centro da Mandala Garbhadhatu, representando o embrião do mundo. O lótus branco é considerado o lótus dos Budas (mas não o próprio Buda) por causa do simbolismo acima referido associado a ele.
Flor de Lótus Azul
A lótus azul simboliza a vitória do espírito sobre os próprios sentidos materiais. Também simboliza a sabedoria, o conhecimento e a inteligência. É sempre representado como um broto parcialmente aberta – o que significa que o conhecimento jamais acaba e que deve ser contínuo. Ao contrário do lótus vermelho, seu núcleo nunca é visto. É o lótus de Manjusri, e também um dos atributos de Paratacamita, a personificação da “perfeição da sabedoria”.
Flor de Lótus Vermelha
A lótus vermelha simboliza a natureza original do coração. É o símbolo do amor, compaixão, paixão e outras emoções associadas ao coração. O lótus vermelho é geralmente representado com suas pétalas abertas, simbolizando a beleza e a doação de um coração. Também está associado a Avalokitesvara, O Buda da Compaixão.
Flor de Lótus Rosa
A lótus rosa é o lótus supremo e é frequentemente associado com a mais alta divindade, ou seja, o próprio Buda. Embora muitas vezes confundida com a lótus branco, que geralmente é usado para outras divindades, é a flor de Lótus da cor rosa que simboliza o verdadeiro Buda.
Flor de Lótus Amarela
Embora a lótus amarela não esteja entre as cores escolhidas pelo budismo, não podemos negar que também são muito belas. Amarelo é a cor do sol, da energia, da felicidade. É uma cor brilhante, alegre, que simboliza o luxo – é como estar em festa a cada dia e também associada com a parte intelectual da mente e a expressão de nossos pensamentos.
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Certo dia, ao enviar Magnified Healing® e Light Healing® para uma lista de pessoas, perguntando-me o que mais poderia fazer, especialmente quando eu não estivesse mais enviando as energias de cura para elas, Kuan Yin me ensinou a confeccionar “a Caixa de Kuan Yin”.
Ela me disse: “Quando você envia Magnified Healing® e Light Healing® para alguém, Eu já estou no Comando! Porém, você pode entregar todas as pessoas e todas as situações em Minhas Mãos, mesmo quando as mesmas não estiverem recebendo as energias de cura.”.
E assim, eu me abri para receber as instruções, confeccionei a “Caixa de Kuan Yin” e comecei a colocar nomes de pessoas dentro da caixa.
Meu intuito era, inicialmente, perceber os resultados.
Resultados muito positivos com a “Caixa de Kuan Yin”
E o que percebi que entregar pessoas, animais, situações e lares na “Caixa de Kuan Yin” faz toda a diferença! Mesmo quando as mesmas não estão recebendo Magnified Healing® ou Light Healing®, vejo que Kuan Yin atua e alguma mudança positiva acontece, muitas vezes de forma imediata.
Percebi que muitas pessoas são reequilibradas ou ate mesmo curadas apenas com este procedimento!
“Caixa de Kuan Yin”: mais um recurso de cura!
A “Caixa de Kuan Yin” tornou-se um recurso que uso todos os dias!
É uma forma simples, fácil e muito eficiente de entregar qualquer Ser ou qualquer problema nas Mãos de Kuan Yin e permitir a Sua Ação Milagrosa e Compassiva.
Chegou o momento de compartilhar!
Eu te estimulo a confeccionar a sua “Caixa de Kuan Yin”.
Use e perceba a Ação de Kuan Yin!
Preciso ser iniciado em Magnified Healing® ou Light Healing®?
Você não precisa ser iniciado em Magnified Healing® ou Light Healing® para ter a sua própria “Caixa de Kuan Yin”.
Basta a sua intenção de conectar-se com Kuan Yin e a sua vontade de ajudar a si mesmo ou as pessoas ao seu redor.
Quando usar a “Caixa de Kuan Yin”?
Sempre que sentir necessidade de ajudar alguém.
Quando alguém te pede por ajuda ou por orações.
Preciso da autorização ou pedido da pessoa?
Não. Kuan Yin diz que este é um procedimento que não invade o livre arbítrio de ninguém. É como se você estivesse orando para as pessoas e entregando-as nas Mãos de Kuan Yin.
Tornou-se para mim um ótimo recurso para quando as pessoas não pedem por Magnified Healing® ou Light Healing® e sinto que precisam de ajuda.
Como confeccionar a “Caixa de Kuan Yin”
Material:
Uma caixa do seu agrado, sem tampa, de qualquer material.

Um Cristal: Drusa de Ametista, aproximadamente do tamanho da palma da sua mão.
Instruções:
1. Limpe a Drusa de Ametista: deixe na água com sal por 30 minutos e coloque ao sol para secar. Repita a limpeza da Drusa de Ametista a cada 3 meses.
2. Escreva num papel:
“Amada Kuan Yin: Aqui há um Templo: a Sua Gruta Cristalina! Que a Força e o Poder do Amor, da Compaixão, do Perdão e da Transmutação, concedidos a Ti por Deus Pai e Mãe, Criadores deste Universo, preencham esta Gruta Cristalina, cumprindo a Promessa da Perfeição á todos os Filhos da Luz.”
“Eu entrego em Suas Mãos, todos os Seres cujos nomes eu coloco aqui, a fim de que o melhor seja manifestado a todos.”
Atue para que problemas, desequilíbrios, dores e/ou sofrimentos sejam imediatamente liberados, curados e dissolvidos, a fim de que possam manifestar Deus na Terra: aqui, agora e sempre!
“Em todos os níveis, tempos e dimensões!”
“Amém, Amém, Amém e Amém!”
3. Leia em voz alta as palavras que acabou de escrever.
4. Coloque o papel dentro da caixa e por cima a Drusa de Ametista.
5. Consagre elevando a caixa acima da sua cabeça, verbalizando 3 vezes o mantra para Kuan Yin: “Om Mani Padme Hum“.
6. Coloque a “Caixa de Kuan Yin” num local que você considere sagrado: pode ser no seu templo dedicado a Ela, onde você medita ou onde faz as suas orações e/ou práticas espirituais.
Está pronta. Agora você já pode colocar nomes na sua Gruta Cristalina de Kuan Yin!
Entregando nas Mãos de Kuan Yin
1. Escreva o nome e sobrenome da pessoa. Se souber a data de nascimento, escreva também, mas não é imprescindível.
Lembre-se: você também pode pedir pelos seus animais.
2. Se preferir, pode descrever o problema ou a situação que necessita de cura. Por exemplo: (Nome) – desemprego; (Nome) – doença (descreva o nome da doença); (Nome) – tristeza; etc.
Eu, particularmente, costumo escrever apenas o nome, pois acredito que assim Kuan Yin vai olhar por tudo. Escrevo o problema apenas quando sinto que há muita urgência no caso.
Sinta em seu coração como escrever. Kuan Yin vai te intuir.
3. Ao colocar qualquer nome na “Caixa de Kuan Yin”, você diz em voz alta:
-“Kuan Yin eu entrego (nome) em Suas Mãos. Manifeste a Perfeição!”
Outras Instruções:
1. Kuan Yin sugere que de tempos em tempos – por volta de 3 meses aproximadamente, você dê “uma olhada na “Caixa de Kuan Yin”, verificando os nomes, a fim de avaliar quais já podem ser retirados e quais ainda necessitam permanecer.
De novo, siga sua intuição. Kuan Yin vai te intuir.
2. Queime os papéis cujos nomes serão retirados da “Caixa de Kuan Yin”, agradecendo da maneira que preferir.
Kuan Yin agradece!
Você estará ajudando-A na cura da Terra e de toda a Humanidade!

"O objetivo primordial do Yoga é restabelecer a paz.
Estabelecer a simplicidade da mente, e libertá-la da confusão e da dor.
Esta sensação de calma vem da prática dos asanas iogues e pranayama.
Diferentemente de outras formas de exercícios que tensionam músculos e ossos,
o Yoga gentilmente rejuvenesce o corpo.
Ao restaurar o corpo, o Yoga liberta a mente de seus sentimentos negativos
causados pelo ritmo frenético da vida moderna.
A prática de Yoga completa os reservatórios
da esperança e do otimismo dentro de você.
Ela o ajuda a suplantar todos os obstáculos
no caminho para a saúde perfeita
e para o contentamento espiritual.
É um renascimento.”
~B.K.S Iyengar~
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Leia os textos do Prof. Pedro Kupfer
O que é YOGA
Que YOGA praticar?
Leia os textos do Prof. Hermógenes
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Sobre os benefícios da Yoga Revista Isto É
A Ciência do Yoga
A Ciência do Yoga é uma das diversas contribuições originais da Índia para o mundo. Pretende-se descobrir e perceber a Realidade última através de práticas de yoga. Acharya Patanjali, seu fundador, era originário do distrito de Gonda (Ganara) em Uttar Pradesh. Prescreveu o controle do prana (sopro de vida) como meio de controlar o corpo, mente e alma. Isto posteriormente recompensa com uma boa saúde e felicidade interior. As 84 posturas de yogade Acharya Patanjali efetivamente melhoram a eficiência do aparelho respiratório, sistema circulatório, nervoso, digestivo e endócrino e muitos outros órgãos do corpo. A Ciência do Yoga ganhou popularidade devido à sua abordagem científica e benefícios. Yoga também detém o lugar de honra como uma das seis filosofias no sistema filosófico indiano.
Acharya Patanjali será sempre lembrado e reverenciado como um pioneiro na ciência da auto-disciplina, a felicidade e auto-realização
Acharya Patanjali
Os Oito Princípios da Yoga de Patanjali são: 1.Yama (princípios éticos), 2. Niyama (princípios morais) 3. Ásanas (posturas físicas), 4. Prãnayamas (exercicios respiratorios), 5.Pratyaraha (remoção dos sentidos do mundo externos), 6. Dharana (concentração), 7.Dhyana (meditação), 8. Samadhí (realização da meta).
Árvore do Yoga
(clique na imagem para ampliar)
1. Yama - Na filosofia do Yoga, a moral ou a moralidade possui o significado de estar em harmonia com o Universo, estar em estado de harmonia mental. A harmonia mental é necessária para poder meditar, para que a mente flua livre, sem impedimentos. Então, o propósito de Yama é produzir um estado de equilíbrio mental, onde a relação os outros seja harmoniosa, serena, pacífica. A palavra Yama quer dizer “controle”, ou seja, como devemos nos controlar, nos comportar perante os outros.
Cinco 5 princípios do Yama:
*Ahimsa: Significa não ferir ou magoar a outro Ser com Pensamento, Palavra ou Ação.Também é traduzida como Não-Violência.
* Satya: significa Verdade Benevolente, ou seja, guiar todos os pensamentos, palavras e ações com o espírito de bem-estar.
*Asteya: Asteya significa abster-se de tomar, física ou mentalmente, o que pertence aos outros.
* Brahmacarya: significa ver Brahman, a divindade, o Supremo, presente em todas as coisas. Ver a divindade, o valor e a bondade inatos em todos os seres ou coisas. Este conceito também está ligado a dominação dos impulsos sexuais.
*Aparigraha: Significa evitar acumular coisas supérfluas em nossas vidas, ou seja, prega a simplicidade voluntária.
2. Niyama- O segundo membro do caminho óctuplo de Patanjali é o Niyama, que significa literalmente “Auto-controle”.
Repousa sobre cinco fundamentos:
Shaoca: Significa manter a limpeza e a pureza da mente, do corpo e do meio-ambiente.
Santosa: Significa manter-se em estado mental equilibrado, em harmonia, em tranqüilidade mental, sendo que é traduzido literalmente por “Contentamento”.
Tapah: Procurar realizar serviços desinteressadamente, fazer sacrifícios para beneficiar outros seres. É traduzido em algumas linhas de Yoga pela palavra “Ascese”.
Svadhyaya: Ler, estudar e entender temas espirituais, desenvolver o auto-estudo, manter-se em boa companhia, sendo traduzido literalmente por “Auto-estudo”.
Iishvara-Pranidhana: Significa procurar manter a nossa mente no ideal, ou seja, refugiar-se no Supremo.
3. Ásanas -A palavra ásana significa postura confortável, ou seja, são as posturas, os movimentos realizados durante a pratica de Yoga.
(clique na imagem para ampliar)
Saudação ao Sol A e B
Saudação à Lua
4. Prãnayama- Controle das energias vitais através de exercícios respiratórios. Existe uma relação direta entre nossa respiração, prãna (energia vital) e a mente, então através do controle respiratório podemos influenciar o fluxo de prãna (energia vital) no organismo humano, modificando o fluxo de pensamentos, de sensações, estimulando a paz e harmonia mental.
5. Pratyahara- Significa retirar a mente das coisas mundanas. Para obter-se sucesso na meditação é necessário inverter o fluxo da mente, para que a mente flua para o interior, para dentro, em direção ao Ser, em direção a Atman (Alma / Espírito).
6. Dharana- É traduzido literalmente como “Concentração”. No Raja Yoga ensina-se que o Dharana deve ser feito em um dos Chackras (centros energéticos sutis).
7. Dhyana -A verdadeira Meditação, ou seja, quando a mente flui espontaneamente em direção a Consciência Suprema. A palavra Dhyana significa literalmente “deixar a mente fluir”, portanto a intenção de Dhyana é que a mente flua para o alto, para dentro, em direção ao Paratman, ou seja, em direção ao Grande Espírito, em direção a Grande Alma, ao Poder Supremo.
8. Samadhí- União Espiritual. Quando Jiivatman (espírito individual) funde-se com Paratman (Espírito Supremo). O Gheramda Samhita, possui um capitulo inteiro onde o Samadhí é descrito, sendo que começa da seguinte maneira: 7:1. O samádhi é um tipo de Yoga magnífico, que se adquire graças a uma grande dádiva. Obtêm-se samádhi graças à bondade e gentileza do guru, e,pela intensa dedicação que se lhe prestar. 7:2. Esta fantástica técnica de samádhi será prontamente dominada pelo yogui que tenha confiança no conhecimento, no seu guru e em si mesmo, e,cuja mente se abra à inteligência todos os dias. 7:3.
Samádhi ou mukti é a libertação de todos os estados de consciência e consiste em separar manas do corpo para uni-lo a Paramatman.
Existem diversas formas de definição do Samadhí, sendo que cada escola de Yoga o descreve de diversas maneiras.
Entretanto as descrições são apenas mapas e não o território, ou seja, as descrições são importantes para entender o porquê desta busca, mas apesar de todas as palavras só se conhece verdadeiramente sentindo a
Bem-Aveturança.
Fonte aqui
Respiração ou Pranayama
"O esvaziamento da mente de toda ilusão, é a verdadeira exalação (rechaka)
A percepção do EU SOU ATMÃ é a verdadeira inalação (puraka).
E a constante firmeza nesta convicção é a verdadeira retenção ( kumbaka).
Este é o verdadeiro Pranayama".
~Shankara~
Técnica de respiração yogue para acalmar o mental:
Aquelas pessoas que possuem um lado racional extremamente desenvolvido e sofrem com pensamentos múltiplos e em carrilhão, devem estimular a respiração com a narina esquerda, que conecta com a região do cérebro ligada as emoções; Funciona assim: com um dos dedos feche a narina direita e faça 30 respirações completas, ( inalação, seguida de exalação) lentas e concentradas, somente deixando passar o ar pela narina esquerda. Logo sentirá uma sensação de relaxamento e calma.
Técnica de respiração yogue para acalmar o emocional:
Aquelas pessoas que possuem um lado emocional extremamente desenvolvido e sofrem com emoções descontroladas e intensas , devem estimular a respiração com a narina direita, que conecta com a região do cérebro ligada ao racional; Funciona assim: com um dos dedos feche a narina esquerda e faça 30 respirações completas, ( inalação, seguida de exalação) lentas e concentradas, somente deixando passar o ar pela narina direita. Logo sentirá uma sensação de mais firmeza e centramento.
Técnicas de Respiração yogue - Professor Pedro Kupfer
As técnicas descritas a seguir servirão como treinamento básico para dominar e ampliar a mecânica da respiração. Poderão fazer-se independentemente umas das outras ou obedecendo à seqüência sugerida. Todas elas podem ser aplicadas durante a prática dos ásanas, o que irá potencializar os seus efeitos. Siga cuidadosamente estas instruções e consulte o seu instrutor caso tenha dúvidas a respeito.
1 - Adhama pránana, a respiração abdominal
A primeira etapa na prática de pránáyáma é disciplinar a respiração baixa ou abdominal. Pode ser feita deitado em decúbito dorsal ou sentado com as costas eretas. Procure fazê-la enquanto vamos descrevendo.
Coloque as palmas das mãos no abdômen para perceber o movimento do diafragma. Respirando pelas narinas, esvazie completamente os pulmões, contraindo o ventre. Permaneça por um instante sem ar. Deixe-o agora entrar devagar, soltando e expandindo naturalmente a musculatura do baixo ventre e depois a parede abdominal, conforme for enchendo a parte baixa dos pulmões.
Não retenha. Ao expirar, recolha os músculos abdominais. Continue respirando assim, relaxando o abdômen ao inspirar e contraindo-o levemente ao exalar. Esta é a forma ideal de fazê-lo no dia a dia, sendo aquela que surge espontaneamente ao dormir.
Após ter dominado o movimento anteriormente descrito, execute esta respiração no ritmo mais lento que conseguir, prolongando ao máximo o tempo da inalação e da exalação.
Com a prática, você poderá desenvolvê-la de forma ideal, acrescentando retenções de alguns segundos no final da inspiração e da expiração, o que irá aumentar a capacidade pulmonar e a vitalidade. Posteriormente, aumentará gradativamente a retenção até chegar a quadruplicar ou ainda octuplicar o tempo da inspiração. Depois, o ritmo começará a se encaixar naturalmente.
Efeitos:
Este exercício promove um massageamento nos órgãos abdominais, melhorando o seu funcionamento. Elimina a ansiedade e aumenta a força de vontade, a concentração e a vivacidade mental. Feita sem esforço, revitaliza e predispõe a pessoa a uma atitude aberta e receptiva,
tendendo a aceitar a realidade tal como é.
2 - Adhama pránana, a respiração completa
Agora vamos respirar com todo o potencial e a capacidade dos nossos pulmões. Isto nos proporcionará uma sensação única de bem estar, leveza e vitalidade. São infinitas as sensações quando respiramos de forma completa e consciente: as idéias ficam mais claras, a tristeza se transforma em felicidade, a agitação em serenidade, a insegurança em autoconfiança, o desânimo em entusiasmo. Se você achou exageradas estas afirmações, nosso convite é para que experimente este exercício.
Quando possível, procure fazer pránáyáma diante do mar, próximo de uma cachoeira ou perto da natureza. A sensação do prana limpando e nutrindo as suas células lhe fará sentir revigorado em poucos minutos.
Sente-se em qualquer posição na qual você possa manter a coluna ereta sem forçamento. Feche os olhos e passe a acompanhar a respiração. Perceba o contato do ar com os condutos respiratórios, sinta o prána acariciar o seu corpo por dentro. Descontraia-se.
Elimine agora todo o ar dos pulmões e recolha o abdômen. Comece a inalar expandindo o ventre e o diafragma, deixando que o prána e o ar entram na parte baixa dos pulmões. Em seguida, deixe o ar entrar na área média, descontraindo a musculatura intercostal. Por fim, complete a inspiração enchendo de ar o ápice dos pulmões, sentindo que os alvéolos se abrem.
Expire com suavidade, soltando primeiramente o ar da parte alta, depois da parte média, retraindo os músculos intercostais, e, por fim, da parte baixa, contraindo o abdômen e fazendo com que o diafragma se eleve.
Continue desenvolvendo a respiração completa, procurando prolongar o tempo das fases e permitindo que o ar flua de forma cadenciada. Dessa maneira, você enche os pulmões de baixo para cima e os esvazia de forma inversa, de cima para baixo.
Acrescente posteriormente kúmbhaka e shúnyaka, retenções com os pulmões cheios e vazios. Essas paradas do fluxo respiratório não devem jamais ultrapassar a sua capacidade natural. A exalação deve ser lenta e controlada. Ao acrescentar os bandhas, contrações de órgãos, músculos, plexos e nervos, o nome do exercício passa a ser bandha pránáyáma ou prána bandha kriyá.
Efeitos:
Aumento considerável da capacidade pulmonar, da resistência e do tônus geral do organismo, desintoxicação e oxigenação celular, revitalização, rejuvenescimento e tonificação. No aspecto psíquico, outorga ao praticante receptividade, atitude aberta em relação ao mundo que o rodeia, expansão total de si, concentração, entrega, felicidade. Aumentando a elasticidade da estrutura ósseo-muscular, o prána kriyá dissolve tensões somatizadas na região abdominal, nos ombros e no pescoço.
Por Prof. Pedro Kupfer
Zen é uma abreviatura de zenna, tradução da palavra sânscrita dhyana, em chinês tch'anna, que significa concentração mental, ou meditação sem objetivo intelectual.
O Zen nasce na Índia no século VI d.C e chega ao Japão por meio da China e da Coréia, nos séculos XII e XIII de nossa era.
O Zen foi introduzido na atualidade na Europa e na América por meio de diversas escolas. No Japão, são bastante relevantes os ensinamentos de Dogen.
Digamos inicialmente o Zen não é uma teologia, é uma religião cujo objetivo é o homem.
Devemos considerar o Zen um método, uma autodisciplina - embora seus adeptos o considerem uma religião - porque não possui textos sagrados cujos termos tenham força de lei, nem regras fixas, nem dogmas rígidos.
O Zen não se refere a nenhum salvador, a nenhum ser divino. O Zen é uma escola do budismo formada na China do encontro da doutrina mahayana com o taoísmo desenvolvido no Japão.
Foi o mestre indiano Bodhidharma quem fundou o Zen na China no século VI d.C. No Japão as práticas Zen do Eisai e Dogen implantaram duas tradições distintas, o rinzai e o soto.
O Zen trabalha com a meditação sobre a indagação da psique. Para o Zen, o mundo não é pura ilusão, tampouco é uma realidade absoluta.O Objetivo do Zen é procurar um alto grau de conhecimento de si mesmo que termina na paz interior. O Zen é não conceitual, não intelectual, prega estar focado no presente, não estar nem no passado nem no futuro.
"O milagre é que o Zen não se interessa pelo passado nem pelo futuro.
O Zen vive o presente. Todo o seu ensinamento é baseado em estar enraizado, concentrado no que...é"
Osho
O Zen é o ser vazio, é buscar na natureza das coisas, mas sem nenhuma idéia, preconceito ou presunção, já que é preciso aliviar a mente daquilo que nos embutiram e que nos condicionou a ver, o mundo de uma determinada forma, a pensar como pensamos e a criar uma série de valores e crenças que, na maioria dos casos, são falsas.
Vejamos alguns conceitos que nos apontam o Zen.
Para o Zen o mundo é uno, nada está separado.
O Zen não impõe códigos, não diz faça isso ou aquilo.
O Zen é silêncio, já que no momento em que nos perdemos no mundo das palavras começamos a nos desviar e a nos afastar da existência.
O Zen é um enfoque não teórico da realidade.
O Zen não tem doutrina nem dogma, nem igreja nem sacerdote.
O Zem tem apenas mestres cuja função é ensinar o discípulo a desaprender.
O Zen não é uma desaprendizagem; ainda que ensine como se desfazer do que se aprendeu, ensina a estar aqui sem nenhuma mente envolvida.
No Zen, não é preciso fazer nada, só precisamos Ser.
O Zen aponta com todas as suas práticas vivenciais a iluminação súbita.
"Se abrirmos as mãos podemos possuir tudo.
Se estamos vazios, podemos conter o Universo inteiro."
Dito da escola Zen
Viver aqui e agora
Para o Zen, chegar à verdade é viver a realidade. Hoje temos um saber sobre uma realidade, mas nos mantemos longe dessa realidade. Por isso o primeiro passo no método Zen é a negação do "eu" como realidade fundamental da pessoa humana e seu destino.
Pode-se afirmar que o Zen não persegue a busca do Absoluto último ( Deus), mas sim, simplesmente, o encontro com a realidade fundamental de Si mesmo.
Por isso, o Zen se converte em uma experiência, uma experiência pessoal, intransferível. A idéia-chave da prática do Zen é o "aqui-agora". Essa chave nos faz voltar às origens, compreender a nós mesmos e nos conhecer em profundidade.
Ser e estar sempre no que se está é o espírito do Zen. É se concentrar em cada instante da vida cotidiana, não pensar no passado, nem imaginar o futuro. Mesmo estes pensamentos, quando ocorrerem, partem sempre da total perspectiva do momento presente, e para ele retornam.
Concentrar-se é um objetivo do Zen, assim como ter consciência de que estamos aqui, de que não somos máquinas. Concentrar-se e ter consciência é libertar-se de uma multidão de coisas inúteis. A realidade é que os problemas que nos preocupam não têm a importância que lhes damos. Diante da morte, o que mais há de importante?
"O budismo Zen não consiste em utilizar seu intelecto discursivo para governar o corpo. Consiste em utilizar exclusivamente o momento imediato, presente, em não desperdiçá-lo" Mestre Zen
Destacaremos que a trilha de autorealização sem dependências foi definido como uma transmissão especial fora das escrituras, não aprendida por palavras ou cartas, uma trilha que aponta diretamente ao coração do homem, que olha para a natureza própria de cada um, para desse modo finalmente alcançar a budeidade, a realização da consciência Búdica.
A consciência da Unicidade, ou consciência Búdica manifesta a compaixão por todos os seres, pois todas as formas são manifestação da pura e mesma consciência, não havendo diferenças, nem contrastes nem qualquer competição.
A meditação Zen
A meditação Zen tem como objetivo ir além da mente, isto é, além dos pensamentos, alcançar-se a consciência que tudo cria, que tudo observa, a nossa natureza original silenciosa, pacífica, intuitiva, a nossa realidade última.
A meditação Zen pretende relembrar o conhecimento intuitivo e absoluto, além dos esquemas mentais, e dissolver o ilusório "eu" ( que se acredita ser uma unidade isolada do Todo da existência ) dissolvendo-o no Universo experimentando um sentimento de unidade cósmica, paz e felicidade.
"Quando você chegar pela primeira vez a seu mundo meditativo,
todos os centros ficam no mundo.
A razão se aquieta e não há palavras que se agitem:
o coração sossega e você já não é turvado pelas emoções"
Osho
O Ponto culminante da meditação é conhecido como Satori, que equivale à iluminação, uma experiência intraduzível de conhecimento, que coincide com a percepção da verdade última, da budeidade inerente a nós mesmos. Ao alcançar o satori, chega-se a uma experiência pessoal e intransferível, na qual o participante se transforma em um todo com o Universo.
A escola Soto é baseada no Zazen, a meditação do silêncio. A prática do Zazen é a expressão direta da verdadeira natureza. Seu segredo consiste em sentar-se sem motivo nem espírito oportuno e apenas observar os pensamentos passarem, sem controlá-los, ou reprimi-los. Busca-se uma profunda auto-observação a nível de respiração, postura, tensões, e busca-se com isso estar absolutamente presente, sem nenhum tipo de distração ou dispersão. O aqui-agora é a chave da meditação Zazen, compreendendo a si mesmo, conhecendo-se profundamente e encontrando-se o verdadeiro Eu.


A meditação Zen requer uma postura sentada, onde se utiliza um zafu, uma almofada redonda, e colocará as pernas cruzadas em lótus. Nessa postura os pés pressionam cada coxa nas zonas em que se encontram pontos importantes de acupuntura correspondentes aos meridianos do fígado, da vesícula biliar e dos rins.

A coluna vertebral deve estar curvada na altura da quinta vértebra lombar, a nuca levantada, o ventre encolhido e o rosto voltado para frente, com a face relaxada. Os punhos permanecem fechados apertando os polegares e as mãos devem ser colocadas sobre as coxas perto dos joelhos. A ponta da língua deve tocar o céu da boca e o olhar fica relaxado entreaberto. A postura será acompanhada de uma respiração lenta e poderosa. Os discípulos devem se concentrar em uma expiração longa, profunda e imperceptível; a inspiração é realizada naturalmente. O ar é exalado lenta e silenciosamente, com o estímulo da pressão do baixo ventre. Leia aqui sobre o Zen na Prática diária
Um exercício simples de Meditação Zen
A seguir, veremos um exercício de meditação Zen que pode ser praticado com a postura detalhada anteriormente. Trata-se de um exercício sintetizado extraído do Mahamudra Tibetano, O Livro Tibetano da Grande Libertação, da tradição Zen. Esse exercício tem uma duração aproximada de dez minutos, embora constitua a essência de um retiro de meditação de um mês.
O discípulo deve sentar-se confortávelmente com os pés sobre o chão e fechar os olhos com suavidade.
Deve começar de modo que a atenção percorra o corpo observando se há zonas tensas ou contraídas.
Em seguida, deverá soltar o abdome, a parte baixa das costas.
Também deixará que as mãos relaxem.
Depois procederá a escutar todos os sons que o rodeiam.
Ao mesmo tempo em que escuta os sons, imaginará que sua mente se expande de modo que já não está em sua cabeça, nem em seu corpo, mas que se volta tão grande como o espaço em que se encontra.
Agora os sons estão contidos no espaço da sua mente.
Sua mente se abrirá como um céu. Os sons se encontram contidos nesse espaço.
Olhará diretamente para a mente que está aberta, clara e silenciosa.
Nesse clima interior, os sons vem e vão, mas a mente é um espaço imóvel, amplo, ilimitado, vazio.
Nada se encontra fora desse espaço.
Agora imagina que o corpo também está neste espaço.
Ele o sentirá, mas não é sólido, são pontos e zonas de sensação que faltam nesse espaço.
Há uma consciência clara da qual surgem todas as coisas.
Seu pensamento e suas imagens são como sons; surgem, mudam e desaparecem.
É preciso tomar consciência disso, percebendo a verdadeira natureza do pensamento.
Deixará que os pensamentos e as imagens surjam e desapareçam e que a mente permaneça inalterada, ilimitada, não composta de coisas.
Agora imaginará, no espaço claro e vazio da mente, a figura de uma pessoa a quem ame.
Deixará que o sentimento amoroso cresça nele até que comece a encher o espaço. Perceberá que existe um desejo do coração abrir-se e encher-se de amor.
Agora imaginará a figura de outra pessoa da qual também ame muito.
Deixará que os sentimentos e a experiência de amor cresçam no espaço, de modo que tudo fique inundado por esse afeto amoroso.
É preciso deixar que o afeto amoroso cresça até que toque todas as pessoas que o rodeiam inclusive desconhecidos, e também o lugar onde estamos, o país, o planeta inteiro. Assim estará envolvendo o planeta de amor, pensamentos e sentimentos de afeto.
Por fim deixará que os olhos se abram suavemente e a atenção regresse.
Leia mais sobre a prática do Zen aqui
Uma breve introdução à prática do Koan
Um Koan é uma espécie de problema que o mestre formula a seus discípulos para que o resolvam. O Koan assume uma fórmula didática dentro de uma pergunta que absolutamente não tem sentido. São desafios aprendidos pelo mestre, que podem ser considerados "absurdos".
No entanto, por mais absurdo que possam ser, é preciso considerar que é apenas nosso hábito de conceitualização o que nos impede de enfrentar a realidade última. Essas apresentações absurdas dos mestres têm muitos significados e servem para levantar o véu que nos submerge a estados de relatividade.
Vemos que o Koan é uma espécie de incoerência, uma contradição cuja resposta se encontra além do racional, do sujeito e do objeto, da causa e do efeito. Para os mestres do Zen, só quando o espírito esgotou todos todos os recursos, após uma meditação que pode durar semanas ou meses, o discípulo abandona todo esforço e relaxa na busca.
Quando expomos nossas ideias lógicas como resposta a um Koan, equivocamo-nos. O Zen não é dialético nem intelectual, é algo que vai além da lógica das coisas, a um lugar no qual está "a verdade que liberta".
O Zen incita a racionalizar para nos fazer ver a inutilidade da tentativa.
O Zen sabe até onde pode nos fazer chegar, e só chegamos a entender essa tentativa quando estamos num ponto sem saída.
A intelectualização, o raciocínio, a lógica ou as conceituações só são necessárias para compreender nossas próprias limitações.
O Koan pretende nos fazer compreender esse fato, isto é, o quão a mente é limitada e se baseia em referências passadas, aprendidas.
Por isso, nunca devemos fazer do Koan um objeto intelectual.
O Zen nos convida a nos identificar com o Koan, de forma que não somos nós e sim o Koan.
Quando chegamos a um ponto assim, o Koan é resolvido.
Vejam alguns Koans que são utilizados no Zen:
Quando vocês tiverem um cajado, eu lhe darei um; quando não tiverem nenhum, eu lhes tomarei o cajado.
De onde vocês vêm? Para onde vão?
Mostre-me a face original que você teve antes de nascer.
Deixe-me ouvir o som de uma mão batendo palmas.
Utilize a espada que você tem nas mãos vazias.
Fale sem usar a língua.
Toque o alaúde sem cordas.
" A prática do Zazen é a expressão direta
de nossa verdadeira natureza"
Suzuki Roshi
Texto extraído do livro
"Além de Osho, As chaves de
seus Best-Sellers"
de Jorge Blaschke
Visitem o site da Monja Coen
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